• Roger Sampaio

Tem uma pedra no meu sapato! E agora?

Atualizado: 8 de Ago de 2020

Fala meus guerreiros. Hoje iremos falar de uma pedra de sapato que muitos estão tendo: como trabalhar na área de dados, se não tem experiência. E como adquirir experiência se as empresas parecem não facilitar para quem é iniciante? É aquela velha história, você vai concorrer a uma vaga de Júnior, porém pedem dois anos de experiência. Você não tem essa experiência e não consegue pleitear a vaga, logo como irá adquirir experiência se não te dão oportunidades. Calma, não se desespere, existe uma luz no fim do túnel. Vou dar quatro dicas, diria até mais, o caminho das pedras para facilitar a sua entrada na área de dados.

1. Estude, não tenha preguiça

Parece óbvio, porém o óbvio às vezes precisa ser dito. Na área de dados, existem muitos cargos como, por exemplo, analista de BI, administradores de banco de dados, cientista de dados entre outros. Escolha um do seu interesse e comece a estudar os conhecimentos técnicos exigidos. Se você deseja, por exemplo, se tornar um cientista de dados, você deve procura estudar tudo que diz respeito a essa área tal como: linguagens de programação para análise de dados, modelos da aprendizagem de máquina, como estruturar boas visualizações de dados entre outros.


A intenção é não tentar saber de tudo, até mesmo porque na prática isso é muito difícil, porque todos os dias surgem novas tecnologias.O objetivo é você saber um pouco de cada e ser ser mais fera em uma específica. Ah, mas eu tenho preguiça (você disse kkkk). Humm, eu sei, acredito que todos nós a temos em certa dose (é mais fácil ficar assistindo netflix, comendo pipoca) Quem não gosta dessa vida boa? Todos. Porém se você realmente pretende ter sucesso na vida, pague o preço. Apaixone-se pelo processo de estudar, você pode mudar sua vida radicalmente (ter muito dinheiro, construir soluções que facilitam a vida de milhares de pessoas fora outras coisas boas).

Hoje a educação está bem acessível e você consegue ótimos cursos na internet. Existem cursos excelentes na udemy (www.udemy.com) na área de dados que são grátis, outros custam um valor de R$ 20,00. É isso mesmo que você ouviu, mais barato que o preço de um lanche no Mc Donalds. Outra recomendação pessoal minha seria o canal EstatiDados (https://www.youtube.com/results?search_query=EstatiDados+) do professor Thiago Marques do Senac RJ. Ele ensina conceitos de estatística usando a linguagem R. Para obter uma vaga, mesmo como estagiário, já procure ter uma boa base de conhecimento. Não espere conseguir a vaga para depois começar a estudar (lógica invertida).


Por fim faça dos estudos, algo diário. Não estou dizendo para estudar vinte quatro horas, isso iria muito mais atrapalhar do que ajudar. Procure separar todos os dias um tempinho conforme sua rotina para se dedicar e estudar. A área de dados, em especial o cargo de cientista de dados, demanda tempo (não espera se torna cientista em um dia, mês; isso não existe). Vai demorar um tempo e você precisará estudar bastante antes de conseguir a vaga e logo após conseguir também. Por isso, se torne um ‘lifelong learner’ (aprende ao longo da vida, sempre disposto a aprender algo, porque você nunca saberá de tudo).




2. Networking: quem não é visto, não é lembrado.

Mesmo que você seja tímido e não tão sociável, networking é muito importante. Você deve se esforçar e procurar estar próximo, presente da turma que tem a mesma paixão, interesse. Procure por eventos na cidade ou então uma próxima. Muitos eventos são gratuitos, promovidos por experts na área e acontecem com bastante frequência. Um bom aplicativo para isso é Meetup, disponível gratuitamente nas plataformas da AppleStore e PlayStore. Cito a vocês alguns eventos do meetup que participo aqui em Brasília: PyData, SQL Saturday, Confraria dos Dados.


Dê mesmo as caras nos eventos, porque quem não é visto, não é lembrado. Abuse na rede social LinkedIn, procurando ler artigos e interagir com esse povo. Eu sei que no começo vai parecer que eles estão falando grego (você não tem conhecimento suficiente para entender), mas à medida que você vai aprendendo, tudo se torna mais claro.

3. Tenha um Portfólio: Mostre seu Trabalho.

Esse ponto separa os homens dos meninos, as mulheres das meninas. É um grande divisor de águas, um diferencial para o profissional no meio a tanta gente. No Brasil culturalmente na área de TI falando, não temos o hábito de construir o portfólio (local onde divulgamos nossos projetos e o que fizemos em cada um deles). Usamos principalmente o currículo para concorrer às vagas de emprego. O currículo tem seu devido valor, ele mostra os locais onde você trabalhou, suas qualificações técnicas, cursos e formações. O portfólio agregaria um valor adicional. Quem tem mais credibilidade perante a um RH? Quem prova o que fez (com o portfólio) ou apenas quem diz que fez (apenas com o currículo)? Certamente o primeiro. Pense comigo. Suponha que você deseje contratar um fotógrafo profissional para cobrir a festa do seu casamento. Um deles vai até você e fala preço e tal. O outro vai até você e mostra o álbum com fotos de alguns casamentos que ele fez. Qual deles você teria mais confiança em contratar? O primeiro sem o álbum, ou o segundo com o álbum. O álbum é o portfólio. Percebeu a diferença? Espero que sim.


Acredito que tenha te convencido da importância do portfólio, porém e agora: como construir? Existem várias formas: você pode construir um website, criar uma conta no github. Eu, particularmente construí um site (www.rogersampaio.com) no qual divulgo meus projetos lá (inclusive esse artigo que você lendo nesse exato momento). Mas aí você pergunta: como irei ter um portfólio se estou começando agora e não tenho trabalho, projeto na área? Bem, pule para o próximo tópico.

4. Projetos Pessoais

​Ao contrário do que muita gente pessoa, você não precisa arranjar um emprego formal na área para ter experiência trabalhando com projetos. Você pode começar desde já, independente do seu nível de conhecimento na área. Existem muitos caminhos. Vou apresentar três para vocês.


Você pode ser voluntário de algum projeto na área de dados. Eu, por exemplo, sou voluntário no grupo Pydata e minhas atividades vão desde organizar o evento (escolher o local, convidar os palestrantes, divulgá-lo) até mesmo palestrar sobre algum assunto. É uma oportunidade excelente para fazer networking e também aprender os assuntos que estão em alta. Outra alternativa é o grupo PMI (https://brasil.pmi.org/) para trabalhar como voluntário. PMI é o grupo de renome mundial por ditar as boas práticas em gerenciamento de projetos, responsável pela publicação PMBOK. Esse tipo de trabalho embora não recompensado financeiramente, agregará muito valor ao seu currículo, porque demonstra seu interesse e paixão em querer trabalhar na área.


Caso goste de ensinar, escolha uma tecnologia e comece a lecionar. Eu mesmo fiz isso gravando e montando o curso SQL De Cada Dia e disponibilizando gratuitamente no Youtube. Não se prenda tanto aos aspectos técnicos da filmagem (ex: preciso de um estúdio para gravar as aulas) e sim a qualidade do conteúdo. Eu mesmo gravava usando a webcam e editando os vídeos num software comum de edição de vídeo. Tecnologia é o que não falta para aprender e ensinar.


Por último e talvez o mais desafiantes do que eu citei acima é montar um projeto pessoal. Eu sei que certamente muita gente que está lendo esse artigo não fará (porque dá trabalho e etc...), porém caímos naquela velha história. Se você realmente deseja se diferenciar no mercado de trabalho ainda mais para conseguir uma vaga, faça. Escolha uma empresa de seu interesse (pode ser, por exemplo, a padaria da esquina), identifique um problema deles (toda empresa tem e contratar pessoas para justamente resolvê-los), construa uma solução e ofereça. Quer um problema específico na área de dados? Vou falar de um. Toda empresa precisa de um controle de estoque (saber o que vai precisar comprar de cada insumo segundo a demanda). Que tal construir um modelo que preveja o estoque baseado na quantidade de vendas? Aposto que o gestor certamente iria gostar.

Você irá adquirir experiência e poderá concorrer vagas para área de dados conforme escolhida. Não fique com raiva das empresas em exigir experiência, elas estão certas, você no lugar do recrutador faria a mesma coisa. Imagine que você contrate um pintor para sua casa, você certamente não vai querer um ‘trabalhador meia-boca’, ao contrário, você irá querer um que trabalhe bem, faça com excelência o serviço. A empresa ao exigir experiência para o cargo, somente está aplicando filtros de modo a selecionar o melhor profissional possível para executar o trabalho.

5. E no final das contas...

No meio de tantos conselhos, dicas e até alguns puxões de orelhas, resumindo em quatro etapas: 1. Estudos, 2. Construção do portfólio. 3. Networking. 4. Construção de projetos pessoais. É claro que nenhum deles é obrigatório você executar, porém se realmente deseja triunfar na sua carreira como cientista de dados, eles farão toda a diferença. Portanto retire logo essa pedra no seu sapato e comece a traçar seu sucesso agora. Adquira experiência já mesmo não trabalhando formalmente na área e cresça. Abraços e até a próxima.



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